Teste e avaliação da Nike HyperVenom Phantom FG
Conhecida como “a
chuteira do Neymar”, a Nike HyperVenom Phantom foi um dos modelos que mais
criou expectativa até ser lançada no mercado.
A Nike HyperVenom Phantom foi lançada ao mesmo tempo em que a Nike sepultava a linha Total 90, recebendo desta linha de chuteiras alguns dos maiores garotos-propaganda da Nike, como o inglês Wayne Rooney. Sem pontos em comum,
não podemos, de maneira alguma, dizer que a Nike HyperVenom Phantom “substituiu” a Nike Total 90 Laser; pois os modelos não guardam relação alguma entre si.
A Nike HyperVenom Phantom ocupa uma lacuna que a fabricante preencheu com inteligência. Como o futebol moderno está cada vez mais rápido, e cada fabricante procura encontrar
formas de melhorar o desempenho dos seus patrocinados, era claro que a Nike precisasse de uma nova direção, o que a HyperVenom Phantom tratou de providenciar.
Incrivelmente leves,
a Nike HyperVenom Phantom tem um dos cabedais mais finos que eu já testei, ao contrário da aparência acolchoada que parece ter.
Extremamente
flexível, o cabedal da Nike HyperVenom Phantom é feito usando apenas uma camada
fina de PU e mesh de alta performance, eliminando camadas desnecessárias,
reduzindo o peso e aproximando o pé da bola.
Foi na Nike HyperVenom Phantom que a fabricante usou pela primeira vez a
NikeSkin. A NikeSkin é uma fina camada de poliuretano e malha de alta
performance, que oferece maior leveza, flexibilidade e comodidade para os seus
pés. Sua espessura, segundo a Nike, é de 0,3 mm. Ela oferece maior controle de bola e movimentos mais naturais e ágeis; como se o jogador estivesse de pés
descalços.
Para finalizar as
tecnologias do cabedal, essa malha recebe um tratamento hidrofóbico que a Nike chama de All Conditions Control (ACC), que cria maior aderência no contato com
a bola, para maior controle, seja com a bola seca ou molhada. Para aprimorar o
controle, o cabedal apresenta textura 3-D.
Se você esfregar a
mão na chuteira, vai sentir que há algo parecido com uma cera. Ela cria atrito
com a bola o bastante para colocar a bola onde quer, em chutes e passes.
Como o cabedal é bem
maleável, ele realmente se adapta aos seus movimentos, permitindo rápidas mudanças
de direção, enquanto o solado fornece um nível impressionante de tração em
espaços curtos.
O sistema simplificado de amarração dos cadarços é descentralizado,
proporcionando uma área maior de contato com a bola. Outra coisa que chama
atenção são os cadarços, mais finos na área dos dedos para uma superfície de
contato mais uniforme.
O solado é feito com um chassi de nylon, com uma placa Pebax, para maior
resposta aos movimentos.
Ela tem um design com dedos separados e travas com tamanhos estrategicamente
diferenciados, que proporcionam movimentos e mudanças de direção rápidos.
Ao olhar o solado,
você nota uma linha que atravessa a parte frontal do pé, formando uma pequena
curva sob o dedão do pé. Não há, que eu tenha notado, um benefício óbvio que
possa ser notado; do mesmo modo que não há como afirmar que não serve pra nada.
O solado conta com 10
travas cônicas, e duas longitudinais. As travas cônicas são mais finas do que
as travas dos outros modelos da Nike, o que permite que elas penetrem mais fundo
no solo, além de impedir o travamento da chuteira, causando lesões.
Para maior tração,
existem as duas travas longitudinais, posicionadas, estrategicamente, na parte
centro-dianteira do pé, e próxima ao dedão.
Com relação ao peso,
a Nike HyperVenom Phantom é bem leve, pesando 198 gramas. Não chega a ser uma Mercurial, mas tem um peso aceitável; tendo em vista de tratar de uma “agility
boot”.
Falando sobre o
tamanho, testei a Nike HyperVenom Phantom no tamanho 41 do Brasil, e 9,5 dos Estados Unidos. Acho que é o melhor tamanho que pude provar, mas ela, para o meu pé,
não tem um encaixe perfeito, como a Legend 4, por exemplo. No início, ela ficou
apertada nas laterais, que cederam depois; e comprida na frente, em torno de 0,5 centímetro.
Como ela cede um pouco
nas laterais, acho que um modelo 0,5 centímetro menor pode encaixar mais
perfeitamente no meu pé.
Em suma, a Nike HyperVenom Phantom cumpre o que promete: ser uma chuteira que favorece o
jogador ágil.
Seu cabedal é
extremamente leve e maleável; além de não absorver água, mesmo em condições
molhadas, permitindo que mantenha seu peso do começo ao final da partida.
Seu solado tem travas
que permitem rápidas mudanças de direção, além de oferecer excelente tração em
arrancadas.
Com um preço
aproximado de R$ 900, ela vale cada centavo investido.
Ficamos por aqui!
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O modelo que usei neste Teste e avaliação foi cedido ao Blog Só Chuteiras pela Nike Brasil, e a viabilização deste projeto é da Agência Ideal.
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